Sneggir

Considerada a capital de todo o nordeste de Bacônia, essa é a maior cidade da região. Protegida de qualquer investida continental por uma longa, alta e espessa muralha de gelo que se estende de montanha a montanha. A muralha é feita de gelo liso e uniforme que não derrete nem mesmo durante o invernameno. Ao longo da parede, faixas verticais com runas azuis cintilantes demonstram que a parede representa uma proteção tanto física como arcana. No centro da muralha, um portal de pedra esculpida com o estilo típico dos anões das montanhas, senhores de Sneggir.

Construída em várias camadas de altura com casas e escadas estendendo-se como degraus até chegar em uma larga baía isolada por formações montanhosas nas pontas. Cercando lateralmente a cidade, estão construções de pedra emergindo da base das montanhas. A diferença de arquitetura entre as construções nas montanhas e a as em terra plana são gritantes, demonstrando que a parcela rica da cidade vive nas primeiras. Ao contrário do que indica o silêncio nas proximidades da parte externa da muralha, o movimento na cidade é grande. Como se a muralha protegesse de alguma forma também o som e o cheiro da cidade, que chega de uma vez em quem a visita. Humanos e anões das colinas formam o grosso da população e conversam alto, brigam, afiam armas, consertam e constroem barcos e armaduras. O cheiro do peixe trazido pendurado aos montes em pedaços de pau trazidos de uma longa doca na parte mais longe da cidade deixa Sneggir com o típico cheiro das cidades portuárias.
Um longo e estreito fiorde conhecido como Afilgato separa o porto de Sneggir do alto mar.

A cidade é governada pelos anões das montanhas, os únicos com acesso ao subterrâneo da cidade e ao interior das montanhas que a cercam. A cidade é normalmente comandada pelo rei anão Falsk. Contudo, o rei encontra-se desaparecido há mais de duas décadas e, como dita a lei nesses casos, enquanto não for encontrada evidências da morte de Sigurd ou que o mesmo retorne, um conselho de bravos e sábios é o responsável pelo comando da cidade.

Sneggir não tem o costume de interferir no governo das cidades submetidas ao seu reinado. Apenas duas regras gerais são exigidas (as mesmas seriam cumpridas mesmo que assim não fosse ordenado e, talvez por isso mesmo sejam obedecidas): 1 – Estrangeiros não são bem vindos. Viajantes alheios aos costumes da região não devem ser confiados. 2 – Todos os guerreiros devem se reunir em Sneggir na transição do rigido inverno para o invernameno. Os guerreiros somam força aos saques realizados pelos nativos ao sul de bacônia e demais cidades e ilhas em seu caminho.

Com a invasão das forças de Krow a cidade passou a ser dominada pelos anões da colina sob a liderança de Môrdrolig, que governa na forma de um anão das colinas tatuado com serpentes brancas com o nome de Arving, o novo rei de Sneggir.

Sneggir

Bacônia - A Guerra do Corvo vinihigino